quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Bilhete de Ida

Seria mais interessante escrever sobre:

A MISSÃO DO INSTITUTO NACIONAL DE MEDICINA LEGAL E SEUS GABINETES MÉDICO-LEGAIS ESPALHADOS PELO PAÍS"
Pomposo???? Talvez. Daria para escrever sobre termos técnicos que pouca gente ficaria a entender o que é importante, e a essência da medicina legal ficaria diluída em palavras tão caras que tirariam o valor da existência de tão nobre ciência:
TENTAR LER NO CADÁVER AS CAUSAS DA MORTE
Mórbido??? Não. Humano. Porquê o horror ao cadáver?? Porquê o horror àquele Ser que na maior parte das vezes, poucas horas antes de morrer ria, estava quente, dava beijos, abraçava e era abraçado e agora depois de morto cria repulsa, cria medo, e o frio gélido do corpo arrepia........
Seria bom, muito bom, os nossos técnicos médicos que agarram esta valência da Medicina por gosto, deveriam terem mais meios, muito mais meios, para trabalhar não só meios Fisícos de edífios mas mais tecnologia, porque eles sozinhos não adivinham que ao ver o cadáver na mesa de autópsia, como estaria ele no local onde foi encontrado pelos Bombeiros, pela GNR, enfim pelas pessoas que foram chamadas ao local, (quantas pessoas lhe mexeram, se eram competentes ou não se estavam preparadas ou não, se nada foi deixado ao acaso), e o local tem muito a dizer, e nós Portugueses ainda não nos apercebemos o quanto vale o local, a posição do cadáver, o quanto é importante a cabeça estar para baixo para cima para o lado, se as equimoses já terem uma cor diferente, e não critico as pessoas que quando chegam ao pé de um ser que julgam ainda estar vivo, e na tentativa de salvá-lo, acabam estragando uma simples coisa que poderia dizer tanto, basta um movimento mal feito e muita coisa foi perdida, porque o cadáver já não fala. E o médico vai ter de se valer de todos os conhecimentos de todos os livros de muitas horas passadas a ler a tentar visualizar hipóteses para que possa concluir uma coisa tão difícil, e muitas vezes a dúvida ficará para sempre no ar.................................................. Louvo este trabalho como ninguém.